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Países Baixos · City break

Guia de Roterdão

Roterdão é a cidade mais ousada dos Países Baixos: arrasada em 1940 e reconstruída como laboratório de arquitetura moderna. Em vez do idílio dos canais, esperam-te o curvo Markthal, as casas-cubo inclinadas, a branquíssima ponte Erasmus e um dos maiores portos do mundo - e no meio a velha Delfshaven empedrada. Rotas prontas desde a estação levam-te a todos os pontos altos, sem planear nada.

🗺️ Abrir Roterdão de forma interativa – mapa e navegação

Os nossos percursos por Roterdão

Rotas prontas a partir da estação guiam-te por Roterdão – aos melhores locais desde o primeiro passo, sem planear nada.

Moderna, porto e Delfshaven

Do curvo Markthal às casas-cubo inclinadas e ao velho porto, atravessando para a branquíssima ponte Erasmus e um grande cruzeiro portuário. De táxi aquático à margem sul e à Kop van Zuid, depois ao espelhado depósito de arte Boijmans, ao alto do Euromast e, para fechar, à histórica Delfshaven empedrada.

  1. Markthal – O percurso arranca no Markthal, ex-líbris da nova Roterdão: um enorme arco de apartamentos que cobre um mercado coberto. O interior é revestido pela "Corneta da abundância", com 11.000 metros quadrados a maior obra de arte dos Países Baixos - uma explosão de fruta, legumes e flores gigantes sobre as bancas de queijo, peixe e comida de rua.
  2. Casas Cubo (Kijk-Kubus) – Mesmo ao lado, as casas-cubo de Piet Blom viram o mundo 45 graus: 38 cubos amarelos assentes num vértice e alinhados sobre pilares por cima da rua - Blom chamava-lhes uma "floresta de árvores". Um deles, montado como "Kijk-Kubus", mostra como é viver de facto numa casa inclinada.
  3. Oude Haven – O Oude Haven é o porto mais antigo de Roterdão, escavado no século XIV e um dos poucos cantos que lembram a cidade de antes da guerra. Barcos históricos e barcaças baloiçam na doca, esplanadas alinham-se no cais. Sobre tudo ergue-se a Witte Huis de 1898, outrora o mais alto edifício de escritórios da Europa e sobrevivente do bombardeamento.
  4. Erasmusbrug – A ponte Erasmus arqueia-se sobre o Mosa desde 1996 e é o ex-líbris da cidade: 800 metros de comprimento, com um pilar dobrado de 139 metros de onde pendem os cabos de aço. A sua silhueta elegante valeu-lhe a alcunha "De Zwaan", o cisne. Da ponte dominas o rio, o skyline de Kop van Zuid e o tráfego de navios.
  5. Spido, cruzeiro pelo porto – Do Willemsplein partem os cruzeiros Spido para um dos maiores portos do mundo. Da água vês o que é realmente Roterdão: quilómetros de cais, enormes gruas de contentores, estaleiros, barcaças e cargueiros de alto mar. O passeio clássico dura uma boa hora e só da água se percebe a dimensão do porto.
  6. Hotel New York (Kop van Zuid) – Na margem sul, na ponta da Kop van Zuid, ergue-se o Hotel New York na antiga sede da Holland America Line, com as suas características torres gémeas. Foi precisamente daqui que partiam outrora os navios de emigrantes rumo a Nova Iorque. O mais bonito é atravessar no táxi aquático amarelo; o grande café na antiga sala de espera é uma instituição.
  7. Depot Boijmans Van Beuningen – O Depot Boijmans Van Beuningen, no Museumpark, é o primeiro depósito de arte do mundo aberto ao público: uma enorme taça espelhada que guarda toda a coleção do museu e reflete a cidade inteira na sua fachada. Escadas e vitrines atravessam as salas de depósito até ao terraço, com bosque, restaurante e panorama sobre Roterdão.
  8. Euromast – O Euromast, na orla do parque, ergue-se 185 metros e é a mais alta torre de observação dos Países Baixos. Do piso panorâmico e do "Euroscoop" de vidro, que sobe a rodar, dominas a cidade inteira, o porto e o Mosa até ao horizonte. Para os corajosos, no topo há até rappel e slide.
  9. Delfshaven – Para fechar, Delfshaven, um dos poucos cantos históricos que sobreviveu ao bombardeamento: uma velha doca com casas de empena atarracadas, um moinho e a igreja dos Pais Peregrinos. Daqui, em 1620, os Pais Peregrinos partiram no Speedwell para a travessia até à América. Hoje barcos antigos baloiçam na água e, numa cervejaria histórica, podes fechar o dia com calma.

Chegar e deslocar-se

Roterdão é ampla mas muito bem ligada: metro, elétrico, autocarro e até táxis aquáticos e o Waterbus levam-te rápido entre os pontos altos (RET). O núcleo do centro em torno do Markthal explora-se a pé; para Delfshaven, o Euromast ou o porto apanha o metro, o elétrico ou o táxi aquático pelo Mosa - uma experiência à parte. Pagas sem contacto com cartão (OVpay) ou na máquina. Paga-se em euros. Roterdão é jovem, multicultural e forte na gastronomia - petisca pelo Markthal ou pela Fenix Food Factory.

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